quinta-feira, 7 de maio de 2015

Prólogo

-Ai...minha cabeça...ai, está doendo tanto.-sinto cheiro de vegetação.-Que cheiro é esse? Ai, minha cabeça.

Vejo tudo turvo, até conseguir ver onde me encontro, era um lugar úmido, a grama estava aparada, tinham várias árvores ao meu redor, macieiras, jacarandas, pinheiros, e todos os outros tipos de árvores, mas...mas tinha uma árvore estranha, ela era muito alta, com uns 150 metros de altura, seu casco tinha um azul reluzente, suas folhas eram douradas e pratas.

-O que é isso? Que árvore é essa?-depois de uma piscadela todas as árvores ficam idênticas, todas azuis e folhas douradas e pratas.

-O que está acontecendo?-ouço um barulho, um barulho de galopes.-Ah! Tenho que sair daqui, não posso ficar assim à mostra.-vejo uma parte da mata que posso me esconder. Saio correndo e me escondo entre o mato, o barulho fica mas e mas alto até que ele já está a minha frente.

-Que diabos é isso?-vejo um cavalo, mas não é um cavalo, era, era fumaça, uma fumaça cinza e que fedia a querosene, mas o que o montava era mas estranho ainda, era uma sombra, segurando uma espada cheia de sangue.

-Senhor não a achei ainda, quer que eu volte?-a voz da sombra conversa com alguém, mas ninguém aparece.

-Volte sim, preciso de você aqui, tenho outro trabalho para você.

-Tudo bem senhor, já estou indo.

Depois que aquela coisa vai embora saio de meu esconderijo e vou para a estrada onde eu acordei.

-Tenho que sair daqui antes que mas algo apareça e me mate.-vou andando para o lado oposto de onde a sombra veio, depois de muito andar e sem nada me jogo no chão e não aguento a pressão, desmaio.
                                                                   ***
Acordo com um cheirinho de café fresquinho, reparo onde me encontro e deduzo que é uma casinha bem rústica, estou deitada em um sofá, tem uma mesinha de centro, um corredor para a direita e outro para a esquerda. Ouço uma música vindo de um dos corredores.

-Oh! Já acordou querida.-me assusto ao ver o que era, um garoto, um garoto simples e igual a mim, mas ele era tão, lindo.

-Ah....ah....hã?

-Sou Benjamin, prazer querida, e quem é você?

-Eu que lhe pergunto, quem é você? Onde eu estou? Como vim parar aqui? O que era aquelas árvore? E o que era aquela sombra?

-Primeiro já me apresentei, segundo você está em uma floreta, como veio parar aqui eu não sei, aquelas árvores eram árvores, e que sombra?

-Uma que, que, esquece. Eu sou Zahra Katherine.

-O que, você é Zahra, a da profecia!

-Do que você está me falando? Não sou de nenhuma profecia, sou Zahra, e quero saber ONDE ESTOU?-antes de me levantar para ir embora sou acertada com algum objeto na cabeça e desmaio novamente.

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